O jogo cênico do dinheiro
Dinheiro nunca entra em cena sozinho. Ele gosta de palco, de plateia e, principalmente, de figurino. Nas rodas sociais ou nas redes, ele ganha outros contornos e significados.
Dinheiro nunca entra em cena sozinho. Ele gosta de palco, de plateia e, principalmente, de figurino. Notas empilhadas não dizem muita coisa. Quase nada. Mas nas rodas sociais ou nas redes, ele ganha outros contornos e significados. O que muitas vezes se apresenta não é a realidade financeira das pessoas, mas um personagem cuidadosamente ensaiado. O do bem-sucedido, o do sofisticado, o do sempre próspero.
Essa encenação tem um roteiro claro e evidente. Muitos detalhes evidenciam isso. As roupas de grife, viagens instagramáveis – verbo criado especialmente para essa prática -, investimentos certeiros, discursos de sucesso. É a dramaturgia da abundância, em que cada um escolhe o papel que acredita ser mais aceito ou mais aplaudido por sua audiência.