O burnout financeiro da classe média

O salário médio da classe média gira entre R$ 4 mil e R$ 7 mil mensais. Contudo, a renda disponível, ou seja, aquela que sobra depois de pagar contas básicas como saúde, transporte, escola e supermercado, está cada vez mais espremida. O caminho encontrado para lidar com o cobertor curto das finanças é o endividamento.

Dizem que a língua portuguesa é bastante flexível. Creio que todas são, em alguma medida, mas tendenciosamente, aposto que a portuguesa figura entre as mais. Ano após ano, novas palavras são incorporadas ao nosso vocabulário, vinda da tecnologia, de movimentos sociais, da ciência, da medicina. Novo rótulos são criados e, de uma hora para outra, a nova expressão passa a fazer parte das rodas de conversa. O burnout é uma delas.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) burnout “é uma síndrome resultante de estresse crônico no local de trabalho que não foi adequadamente gerenciado”. Para o Ministério da Saúde brasileiro, ele é a “síndrome do esgotamento profissional, definida como um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.” A principal causa, segundo eles, é justamente o excesso de trabalho. Mas o termo tem sido adotado para adjetivar tudo aquilo que atinge o limite em nossas vidas e nos leva a exaustão física e emocional.

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