Quando amigos e vizinhos mais atrapalham do que ajudam

Frequentar grupos em que consumo é sinônimo de status pode nos levar, quase sem perceber, a decisões impulsivas e desconectadas da nossa realidade

“…tem cômodos na nossa casa que nunca usamos e estamos construindo mais. A Gracie gasta demais, eu gasto demais. É quase como uma função corporal. A gente come, bebe, compra mais um monte de bobagens. Aí falamos sobre o que compramos e sobre o que mais vamos comprar, e aí compramos mais. Às vezes ando pela casa e vejo quanta porcaria a gente tem e fico curioso para saber quando viramos esse tipo de gente. Quando nossas vidas ficaram tão vazias e a ponto de precisarmos preenchê-las comprando coisas…”

Esse é o diálogo de dois personagens – Cooper e Barney – da série “Amigos e Vizinhos”, disponível na Apple TV. A série não é nova, mas foi só nesse final de semana que, ao pular de um streaming para outro, cheguei nela e nela fiquei. Maratonei a primeira temporada nesse final de semana e, claro, que ela me deu um bocado de reflexões para a coluna dessa semana.

PS: esse texto pode conter spoilers, mas ao mesmo tempo, uma reflexão sobre como o ambiente pode influenciar – muito e para pior – a nossa vida financeira.

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